"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção" Paulo Freire (2001) "Enseñar no es transferir conecimiento, mas crear posibilidades para su producción o su construcción" Pablo Freire (2001) Sabedorias de grandes mestres da cultura popular, afro e indígena. Esse espaço se tornará um aliado da educação, da capoeira e da resistência aos equívocos. LEI 11645 de 10-03-2008
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
COMENTE A RELAÇÃO QUE EXISTE ENTRE A MOVIMENTAÇÃO DOS DOIS VÍDEOS A SEGUIR
REFLITA SOBRE OS MOVIMENTOS E FAÇA SEU COMENTÁRIO ABAIXO COM NOME E A SÉRIE CORRESPONDENTE.
UM ABRAÇO PROF. PAULO
terça-feira, 25 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
HOMENAGEM A MESTRE NÔ - NORIVAL MOREIRA DE OLIVEIRA
FOI CRIADO O PRÊMIO EMÉRITO "CORDEL DE OURO" [direitos reservados]
Cordel é a graduação usada pelos capoeiras como satisfação para a sociedade, no qual divide-se em aluno, contra-mestre e mestre. Como nas artes marcias orientais, ao chegarem no ocidente criou-se as faixas coloridas, simbolizando as graduações. Na capoeira, a princípio, o Mestre Nô introduziu faixas e em seguida utilizou-se do cordel, e a partir de uma reunião com outros mestres renomados, no qual estabeleceram-se as cores que seriam usadas nos cordeis - que foram as mesmas da bandeira do Brasil (verde, amarela, azul e branca), já que a capoeira provavelmente foi criada por nossos irmãos Africanos no Brasil.
Iniciando às comemorações ao quinquagésimo ano de ensino-aprendizado do Mestre Nô na Capoeira Angola ( 1964 / 2014). A homenagem realizada em Nazaré das Farinhas-BA, estendeu-se a Salvador-BA, com serviços prestados de grande relevância e significado para o desenvolvimento e crescimento da Capoeira no Brasil e no mundo.
Nasce em Côroa - Ilha de Itaparica, mas naturalizado soteropolitano, iniciou na capoeira aos 4 anos de idade, incentivado pelos seus familiares e principalmente seu avô.
Mestre Nô, (nome recebido no batismo de capoeira quando criança)
Um expoente da Capoeira Angola que a décadas é fidedigno às tradições e fundamentos apreendidos com seus Mestres Zeca, Nilton e Perrot (também acessorado por Cutica).
Curiosidade 1. no passado um mestre antigo que demonstrava em sua expressão corporal e de seus movimentos (exemplo do reloginho, das negaças, etc) dessa linha de Capoeira Angola foi o finado Mestre Dois de Ouro. [Que tive o prazer em conhece-lo e estar presente em rodas de rua com ele].
Curiosidade 2. Nos toques o finado Mestre Canjiquinha teve como referência o Mestre Zeca que foi seu ex-mestre de berimbau.
Mestre Nô, além de ser um exemplo pela sua boa conduta é um exímio capoeirista - jogador, tocador, cantor, compositor, artesão de berimbaus e excelente manipulador com duas navalhas.
Criador e fundador da Capoeira Retintos em 1964 quando foi formado pelos seus mestres, em seguida fundou em 1969 a Orixás da Bahia e por último a Capoeira Angola Palmares que comletou 30 anos em 20 de novembro de 2009.
Se tornou um lemba e criou um lema "Capoeira na roda e na vida" se tornando uma lenda. No passado era conhecido por Nô o endiabrado e hoje muitos capoeiras o consideram "o Mestre dos Mestres", pelo conhecimento e sabedoria que possui.
Contribuiu com diversas gerações de capoeiristas da Associação Brasileira Cultural de Capoeira Angola Palmares e de outros capoeiras com elevada expressividade.
Conselheiro e sócio fundador da Associação Brasileira de Capoeira Angola, com sede no pelourinho, conhecida como o templo da capoeira angola.
Inquestionável divulgador da arte luta Capoeira em todos os continentes do planeta, com reconhecido valor principalmente no exterior (onde se valoriza mais a cultura e a sabedoria).
Esse é Mestre Nô o polêmico!
domingo, 17 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
13/05/2009
13 de maio, Abolição da Escravatura e Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo
13 de maio, Abolição da Escravatura e Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo
"Guerreando pra sorrir" A lição do meu avô, que casou com minha avó e pariu a minha
mãe
Zulu Araújo - Presidente da Fundação Cultural Palmares Abolição, palavra carregada de sentidos, dores, afetos e interpretações as mais diversas. Palavra que incendiou corações e mentes no século XIX e estimulou discussões apaixonadas sobre a vida, a liberdade e o futuro da humanidade. Símbolo que titulou movimentos libertários e tornou-se o principal combustível para a entrada do Brasil no século XX. Conteúdo concreto que povoou os sonhos de milhões de brasileiros ao longo de quase 400 anos. Mas, apesar de tudo isso, há uma forte inquietação quanto ao seu significado nos dias de hoje. Vivemos momentos de perplexidade diante de tanta polêmica e reações indignadas por parte de setores da sociedade brasileira. Isso, por causa das políticas públicas, implementadas para a promoção da igualdade racial no Brasil, mais conhecidas como políticas de ações afirmativas. Por isso, vale perguntar: Para que conquistamos a Abolição? Que idéia ou sentido de liberdade gerada por este ato deve orientar nossas ações nos dias de hoje? O poeta José Carlos Capinam, ícone do movimento tropicalista nos anos 1960, nos dá uma pista. Com versos poéticos e precisos, no poema/canção Abolição, ele nos ensina: "Acabar com a tristeza, com a pobreza e o apartheid, não fazer da humanidade, a metade da metade, parte branca, parte negra". Pois bem, é com esses versos na cabeça e um tanto de emoção, que gostaria de responder às indagações acima. Abolição para que a sociedade brasileira conquiste a cidadania plena, o desenvolvimento econômico e social, para que todos seus filhos, independente da cor da pele, de sua origem social ou opção religiosa possam ser tratados com dignidade e igualdade, conforme a Constituição. Mas também para que, em seu nome e em nome de milhões de brasileiros e brasileiras, que empunharam essa bandeira com coragem e distinção, impeçamos que a desigualdade, o racismo e a discriminação, gerados por séculos, naturalizem-se em nosso cotidiano, como parte do nosso jeito mestiço de ser. Abolição para sensibilizar e conscientizar os homens e mulheres que dirigem o país, em especial aqueles que nos representam na Justiça e no Parlamento, de que a promoção da igualdade racial não pode ser apenas o recheio mágico de discursos vazios sobre a beleza da mestiçagem, o encanto das mulatas etc. Ainda mais quando estudos e pesquisas apontam para a iniqüidade das relações raciais no Brasil, a exemplo do uso do critério da "boa aparência", que leva à exclusão milhões de brasileiros e dificulta a eles o acesso a determinados nichos do mercado de trabalho, como a publicidade, a moda e a televisão. Abolição para impedir que o conservadorismo e o medo que latifundiários impingem ao campo, sempre que tratamos de regularização da terra, nos leve a ignorar a presença de milhões de remanescentes de quilombos, que, apesar de tanta dor e indiferença, continuam resistindo nos rincões do país, com a viva esperança de que a abolição os alcance de fato e assim possam ter acesso àquilo que lhes pertencem por justiça e direito. Abolição para superarmos a abissal diferença entre a qualidade do ensino público e privado e a exclusão de um enorme contingente de jovens brasileiros do ensino superior. Afinal, o Brasil contemporâneo, aberto, criativo e plural não pode entregar à própria sorte parte da juventude brasileira a grupos de extermínio e a narcotraficantes. Reconhecer esse direito e possibilitar a reparação histórica por meio da ampliação do acesso desses jovens às universidades públicas é mais que um dever, é um compromisso com o futuro do país. Portanto, a celebração desses 121 anos da abolição da escravatura no Brasil, só tem sentido se, de um lado, debelarmos a hipocrisia que grassa na sociedade quanto à questão racial (todos consideram que existe racismo no Brasil, mas ninguém se intitula enquanto agente de tal crime), e, de outro, dermos conteúdo real às aspirações de mais da metade da população brasileira. Ou seja, é preciso instaurar a abolição definitiva da discriminação, que ainda persiste no Brasil, por meio de ações concretas que levem à promoção da igualdade racial e social. E nada melhor que o poeta Capinam para nos inspirar: "Abolir essa careta, que esconde a Natureza e que me faz ser teu irmão. Abolindo a velha intriga e guerreando pra sorrir".
Paulo Moreira - Educador e Contra-Mestre de Capoeira. É possível sim transformar para melhorar nossa sociedade, e neste "terceiro milênio" vamos dialogar mais com a população sobre o ato de educar conscientemente, às novas gerações, para que essa página seja virada. Que este texto se torne um manifesto e inspiração aos políticos brasileiros - vamos trabalhar para melhorar nossa educação, saúde e cultura... e que o acesso seja garantido a todos - vamos simplesmente validar a lei maior - a nossa Constituição.
Que Deus nos ilumine nesta caminhada.
Essa frase é minha: " Educador proficiente, não seja um professor escarniente"
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