sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ciência e tecnologia... os equívocos na educação


Estamos em pleno terceiro milênio, o desenvolvimento da ciência, tecnologia e da educação são enormes. A cada dia surgem novos conceitos, novos experimentos, novas metodologias, etc. E os "atores" desse processo? Os educadores e os educandos estão acompanhando esse enorme crescimento?

Ficamos surpresos quando encontramos colegas da educação explanando jargões como: “para lecionar uma boa classe e ser um bom profissional não é necessário saber nada sobre tecnologia...”

Mas como isso é verdade? Se a nova geração já nasce na era da tecnologia! Se o modo de pensar e agir são diferentes das outras décadas. Como falar de pesquisa em uma enciclopédia como a Barsa, PAPE, Delta Larousse, Britannica em um dicionário Caldas Aulete... Os jovens perguntarão em bom tom español “?que pasa Paulo?” Eles entenderão Wikipédia, Google, net, web, blog's, sites.

Em pesquisa recente no caderno “Ciência e vida” do Jornal Atarde da cidade de Salvador – Bahia – Brasil, em 04-03-2012, que tem como título – Pesquisas mostram que percepção dos jovens sobre ciência e tecnologia ainda é equivocada.

Foram aplicados 1236 questionários em 4 escolas públicas de ensino médio na Bahia, com estudantes de 3º ano e constatou-se um dado alarmante e preocupante 72,8% dos jovens entrevistados não conhecem nenhuma instituição de pesquisa no Estado da Bahia. “São alunos em fase de vestibular e é, no mínimo, estranho o desconhecimento de instituições que fazem pesquisa como a UNEB (Universidade do Estado da Bahia) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) diz a Prof. da UFBA Simone Bortoliero.

Em 2004 e 2006 também foram realizadas pesquisas com Professores da Rede Municipal e alunos de ensino médio e os resultados apontaram 63% dos entrevistados se consideravam pessoas pouco informadas sobre assuntos de ciência e tecnologia.

Precisamos avançar e muito neste campo da ciência e tecnologia, que influência diretamente a educação, em velocidade extraordinária. Dormimos e acordamos com lançamentos e mais lançamentos a cada dia.

A educação científica deve fazer parte do ensino em geral e não só nas universidades, existem poucas escolas com centros avançados de ciência na Bahia.

O Governo Federal através do Cnpq oferece bolsas de estudo Jr para jovens pesquisadores na rede publica mas a maioria dos professores e alunos desconhecem.

Posso estar equivocado mas precisamos “respirar” mais tecnologia e colocarmos em nossas rotinas escolares, realizando aulas mais prazerosas e dinâmicas, fazendo um processo de ensino-aprendizagem mais criativo, crítico e mais contextualizado... Claro que não podemos esquecer que devemos ter prudência e equilíbrio na condução dessas classes, pois muitos educandos sofrem com a ansiedade e falta de concentração que o mundo virtual proporciona aos mais descontrolados, que querem realizar tudo ao mesmo tempo, esquecendo as leis da física. Prof. Paulo Moreira, artigo exclusivo para o blog da disciplina: NTIC's – Prof. Alejandra e Ana Rossario, USAL, em 18-05-2012.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

ESPECIALIZAÇÃO PRECOCE - JOGO DESPORTIVO X JOGO DA VIDA

A especialização precoce é o atropelamento de fases importantes  na aprendizagem - principalmente da criança, do pré-adolescente, e do adolescente que precisam vivenciar a diversidade de ações e situações no decorrer de suas vidas. É neste momento histórico que a formação de valores, o registro histórico, a tomada de atitude e a construção da personalidade são marcantes e fundamentais para o desenvolvimento de um adulto mais consciente da realidade que está inserido e de sua capacidade de atuação.

O desenvolvimento e expansão de seu potencial se constroe passo a passo, e é de suma importancia na formação da personalidade dos jovens. A construção dessas experimentações é que possibilitarão esse aprendizado, servindo como facilitador do processo psicossomático.

Deve-se superar as atitudes que visem um especializar precoce nos desportos, propiciando de imediato o esporte completo, e com isso uma hiper-valorização pelo melhoramento da técnica específica e pela força... buscando a vitória, o ganhar a qualquer “preço”. É a tradução da competição exacerbada, "queimando" fases anteriores, com respectivos conteúdos relativos à faixa etária e desenvolvimentos psíquicos, primordiais para escalada rumo a uma escolha ou não por uma atividade esportiva ou jogo em si.    

A responsabilidade do profissional que interage neste processo de ensino-aprendizagem é fundamental, pois tem que permitir através de uma variedade de ações o desenvolvimento da psicomotricidade, da habilidade, da coordenação, do raciocínio rápido, da resolução de situações e das capacidades e problemáticas que envolvam os atores nas aulas da escola e nas aulas da vida. Contribuindo assim de forma adequada, consciente e com responsabilidade, atuando com ética e compromisso de um fazer com perspectivas de mudança – para melhor, de um novo amanhã, sem “mutilações” do saber, oportunizando o experiênciar, para permitir um decidir com coerência e fundamentação.
A prática pedagógica deve evitar a precocidade na iniciação esportiva e na técnica especializada de cada desporto coletivo ou individual. Por outro lado proporcionar jogos pré-desportivos, jogos cooperativos e jogos – brincadeiras da cultura popular, que facilitam a complexidade do processo de desenvolvimento do repertório motor das crianças/adolescentes, que precisam vivenciar com liberdade, sem direcionamento opressor e diretivo do que fazer e como fazer no jogo esportivo, para mais adiante saber como decidir e o que fazer no jogo real da vida.  Texto do Prof. Paulo Gonçalves Moreira Júnior.  Em 2006. Adaptado da Esp. UnB.