Estamos
em pleno terceiro milênio, o desenvolvimento da ciência, tecnologia
e da educação são enormes. A cada dia surgem novos conceitos,
novos experimentos, novas metodologias, etc. E os "atores" desse processo? Os educadores e os educandos
estão acompanhando esse enorme crescimento?
Ficamos
surpresos quando encontramos colegas da educação explanando jargões
como: “para lecionar uma boa classe e ser um bom profissional não
é necessário saber nada sobre tecnologia...”
Mas
como isso é verdade? Se a nova geração já nasce na era da
tecnologia! Se o modo de pensar e agir são diferentes das outras
décadas. Como falar de pesquisa em uma enciclopédia como a Barsa,
PAPE, Delta Larousse, Britannica em um dicionário Caldas Aulete...
Os jovens perguntarão em bom tom español “?que pasa Paulo?”
Eles entenderão Wikipédia, Google, net, web, blog's, sites.
Em
pesquisa recente no caderno “Ciência e vida” do Jornal Atarde da
cidade de Salvador – Bahia – Brasil, em 04-03-2012, que tem como
título – Pesquisas mostram que percepção dos jovens sobre
ciência e tecnologia ainda é equivocada.
Foram
aplicados 1236 questionários em 4 escolas públicas de ensino médio
na Bahia, com estudantes de 3º ano e constatou-se um dado alarmante
e preocupante 72,8% dos jovens entrevistados não conhecem nenhuma
instituição de pesquisa no Estado da Bahia. “São alunos em fase
de vestibular e é, no mínimo, estranho o desconhecimento de
instituições que fazem pesquisa como a UNEB (Universidade do Estado
da Bahia) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) diz a Prof. da UFBA
Simone Bortoliero.
Em
2004 e 2006 também foram realizadas pesquisas com Professores da
Rede Municipal e alunos de ensino médio e os resultados apontaram
63% dos entrevistados se consideravam pessoas pouco informadas sobre
assuntos de ciência e tecnologia.
Precisamos
avançar e muito neste campo da ciência e tecnologia, que influência
diretamente a educação, em velocidade extraordinária. Dormimos e
acordamos com lançamentos e mais lançamentos a cada dia.
A
educação científica deve fazer parte do ensino em geral e não só
nas universidades, existem poucas escolas com centros avançados de
ciência na Bahia.
O
Governo Federal através do Cnpq oferece bolsas de estudo Jr para
jovens pesquisadores na rede publica mas a maioria dos professores e
alunos desconhecem.
Posso
estar equivocado mas precisamos “respirar” mais tecnologia e
colocarmos em nossas rotinas escolares, realizando aulas mais prazerosas e
dinâmicas, fazendo um processo de ensino-aprendizagem mais criativo, crítico e mais contextualizado... Claro que não
podemos esquecer que devemos ter prudência e equilíbrio na condução
dessas classes, pois muitos educandos sofrem com a ansiedade e falta
de concentração que o mundo virtual proporciona aos mais
descontrolados, que querem realizar tudo ao mesmo tempo, esquecendo as
leis da física. Prof. Paulo Moreira, artigo exclusivo para o blog
da disciplina: NTIC's – Prof. Alejandra e Ana Rossario, USAL,
em 18-05-2012.
Nenhum comentário:
Postar um comentário